21 coisas que aprendi depois dos 28

Quando a gente chega perto dos 30 o ciclo da vida muda. Simplesmente muda! De uma hora para outra as coisas acontecem, e parece que você finalmente percebe é uma pessoa ‘adulta’. A gente passa a encarar a vida de outro ângulo, as coisas acontecem muito rápido e de certa forma, parece que não dá tempo para se preparar e virar gente grande.

O ano é 2017, e pela primeira vez eu senti um baque, percebi que estou REALMENTE mais perto dos 30 do que dos 20. Parece surreal quando chega, e a verdade é que por um momento eu queria congelar essa fase da vida.

Abaixo minha listinha do que mudou na minha vida nessa fase tão doida e ao mesmo tempo tão boa.

  • Me deparei com MUITOS fios brancos no cabelo (culpa da minha genética).
  • Ao mesmo tempo passei a usar creme no rosto diariamente, porque a pele também não é mais a mesma. 😛
  • Minhas primas mais novas estão grávidas ou já são mamães (e ás vezes rola uma pressão psicológica por eu não ser igual). 
  • Finalmente descobri o que gosto de fazer profissionalmente e principalmente o que eu não gosto.
  • Resolvi fazer um mestrado e estou amando.
  • Me arrependi MUITO de não ter feito mestrado mais cedo. 
  • Meus sonhos com relação a vida profissional mudaram drasticamente e para mudar precisei de coragem.
  •  Fiquei mais atenta com amizades e os amigos que ficaram foram realmente poucos. 
  • Estou aprendendo a ficar calada ao invés de discutir por bobagem. 
  • Aprendi a lidar com dinheiro e fazer melhores investimentos. 
  • Passei a comprar MUITO menos: roupas, sapatos, maquiagens.
  • Consegui compilar meu guarda em apenas UMA arara e algumas gavetas. 
  •  Estou amando garimpar em brechós. 
  • Finalmente decidi fazer exercícios (já tava passando da hora). 
  • Aprendi a não fazer pré julgamentos. Algumas pessoas que a primeira vista parecem detestáveis podem ser incríveis depois que você as conhece. 
  • Comecei a pensar como vai ser minha velhice, e me preparar para isso em todos os sentidos. 
  • A ideia da vida profissional perfeita já não está mais associada com glamour. 
  • Ganhar dinheiro passou a ser mais importante do que trabalhar em algum lugar descolado. 
  • Descobri que definitivamente não sou uma pessoa que gosta de andar em bandos, mas ao mesmo tempo não sou solitária. 
  • Aprendi que ouvir/fazer fofoca sobre os outros não é uma boa NUNCA. 
  • Passei a selecionar TUDO melhor: com que ando, o que ouço, o que leio, o que compro.

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Consumo, logo existo!

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Conversando com minha sogra essa semana caímos no assunto do hiper consumismo. Não que comprar seja ruim, veja bem, mas é que me parece que a gente nem precisa de TANTO assim para viver. Por exemplo, roupas todo mês, sapatos toda semana, uma promoçãozinha aqui, outra liquidação ali e aos poucos acumulamos uma montanha de coisas que não nos servem para nada.

Aí nessa mesma conversa engatei uma reflexão. Questionando um pouco mais a fundo o porque as pessoas consomem mais do que precisam (e aqui eu me refiro na maioria das vezes às mulheres) cheguei a uma hipótese: acho que o hiper consumismo pode ser fruto de uma baixa estima. Isso porque quem muito compra (roupas, maquiagem, acessórios, etc…) quer se sentir bem, e me parece que essas pessoas querem olhar no espelho e dizer: nossa como eu tô linda(o)! Mas na essência se sentem feias, ou inadequadas, por isso compram!

Se eu não me sinto bonita é CLARO que eu vou querer mudar isso certo? Então, o que eu faço? Vou atrás da última moda, de tratamento estético, da nova onda do mundo das makes e de tudo que pode por algum tempo me fazer sentir um pouco mais ‘adequada’. Mas aí fica minha pergunta: será que a gente não deveria se achar linda independente disso tudo?

ps: não acho que a gente deveria perder a vaidade, até porque isso não é saudável, minha reflexão é apenas questionando o valor excessivo que damos a toda a mídia a qual somos expostos diariamente.

Por que estou fazendo mestrado?

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Vamos começar do começo.

Você já parou para pensar que você é um produto? Isso mesmo um produto! E a todo momento somos obrigados a nos ‘vender’. Seja numa conversa informal com possíveis amigos, em uma entrevista de emprego, e até mesmo para ‘conquistar’ um amor.

O problema disso é que querendo ou não, somos rotulados por nós mesmos e posteriormente pelos outros. Até aí tudo bem, mas e se um dia você não quiser mais ser o ‘fulano de tal engenheiro’ e quiser ser ‘o ciclano artista plástico’ ?

Pois é, mudar a cabeça das pessoas com relação a quem você é não é algo que acontece de uma hora para outra, pelo contrário, exige MUITO esforço e empenho. Por muitos anos fui a “Raquel da criação publicitária”, a “guria do design”, “a menina da edição”, e isso ficou de tal forma no imaginário coletivo que nem mesmo uma pós em marketing e um mestrado voltado para a moda tirou essa “aura” da cabeça das maior parte das pessoas.

Enfim, a verdade é que continuo estudando para ser reconhecida por outros méritos e principalmente em outra área que não seja o mercado publicitário. Mas convencer as pessoas no geral, de que tenho conteúdo para ministrar palestras, escrever artigos, dissertar sobre MODA e dar dicas de personal stylist não tem sido uma tarefa fácil, confesso!

Então, ingressar em um mestrado basicamente é minha forma de dizer: Ei, eu não faço apenas arte viu? E só quem já quis trocar de rótulo sabe do que eu estou falando.

 

Fatos sobre a vida de casada (que ninguém costuma comentar)

Ontem estive pensando um pouco sobre a imagem vendida para as moças solteiras, colocando nelas uma certa urgência pelo casamento. Sou casada há um ano e meio e estou MUITO feliz com essa escolha, mas me dei conta que a maior parte das pessoas não fala do casamento de forma nua e crua! Por anos você só ouve coisas do tipo: E aí cadê o namorado? E você, não vai casar não?? Não seja tão exigente! Entre outros jargões desagradáveis que todo mundo conhece.

No meio dessa muvuca acabamos vendo moças desesperadas por um relacionamento e muitas vezes aturando caras nada legais por medo de ficarem sozinhas (triste né?), tudo em nome de um status de relacionamento.

Mas a real é o seguinte: ninguém te conta como REALMENTE é estar casada! Então, se você quer saber alguns fatos meio curiosos sobre a vida a dois, me acompanha aqui que eu conto tudo.

As pessoas começam imediatamente a cobrar quando vocês terão filhos.

Faz um mês que você está casada e o povo já está pensando em te reproduzir… Sim, isso acontece e MUITO! Afinal, depois da pressão para que você namore e case, há a pressão para que você também seja mãe. Tudo bem que algumas colegas suas já estão no terceiro filho, mas cada um tem seu tempo…

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Você e ele vão (ou pelo menos deveriam) continuar tendo amizades.

Mesmo que você e seu marido sejam muito, MUUUITO amigos, tem certos momentos que você sentirá falta de conversar com uma amiga. Então, mesmo que você não seja mais solteira, valorize suas amizades! Elas são bem importantes.

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O círculo de amizades diminui, mas tem mais qualidade.

Isso acontece naturalmente, não só pelo status de casada, mas pela própria idade. As preocupações mudam, os assuntos mudam… e as amizades mudam junto.

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Você começa a curtir mais um rolê pela Leroy Merlyn do que no shopping.

Decorar a casa passa a ser muiiito mais legal do que ver roupas e sapatos 😛

 

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Ver filme no sofá passa a ser mais legal do que ir ao cinema.

Nada substitui o conforto da sua casa e do seu sofá depois de um dia super cansativo. Aliás, não tem nada melhor do que assistir um filme abraçada com o maridão no seu pijama.

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Finalmente, você percebe que está parecendo a sua mãe.

Essa é uma das mágicas que aconteceram comigo depois que me casei. Passei a agir muito parecido com minha mãe, sem nem mesmo perceber. Aliás, passei a entender a minha mãe REALMENTE, depois que se casei.

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Sei que conselho bom deveria ser vendido em não dado, mas se eu pudesse dar um conselho para as moças solteiras seria: não se desespere, não fique com alguém por medo, pressão, ou carência. Assuma um relacionamento com quem você ama de verdade e quando estiver preparada. Aí sim, vai valer e MUITO a pena e você vai ser mito feliz!