Sobre abandono parental e culpabilização feminina

Dia desses zapeando o facebook dou de cara com uma reportagem compartilhada por alguém da minha timeline. A notícia era de uma criança recém nascida abandonada, e juntamente com a publicação aquele tipo de legenda famigerada, algo como “Isso não é mãe, é um monstro”. Até aí nada de novo, afinal vemos esse tipo de reportagem seguidamente certo?

Rolando os comentários (sou dessas que leêm comentários), o de sempre, 90% das pessoas, (para não dizer 99%) culpabilizando aquele ser degenerado que não podia ser chamado de mãe, lançando a progenitora do bebê na fogueira da santa hipocrisia. “Ahh mas você acha certo o que ela fez?” Não, não e não. Veja bem, jogar uma criança recém nascida no lixo é uma atitude no mínimo abominável, e jamais concordaria com uma coisa dessas. Mas o que REALMENTE quero falar diz respeito a outro ponto.

Confesso que passei um BOM tempo lendo aqueles comentários, e para minha perplexidade NENHUM, eu disse NE-NHU-M citava o pai da criança abandonada. Ora gente, o bebê foi feito só pela mãe, é isso mesmo? E o pai dessa criança onde estava na hora do abandono, e mais, será que ele sequer se propôs a ser pai? Vamos falar em alto em bom som: os PAIS abandonaram. Ou será que a moça ficou grávida do nada?

Gente, até quando a sociedade vai culpabilizar a mulher, e APENAS a mulher pelo abandono parental, sendo que o abandono por parte do pai é algo extremamente comum? De verdade, fiquei eu cá com meus botões pensando: se essa moça que abandonou o pequeno tivesse tido todo o apoio da família e do pai do bebê, será que isso tinha acontecido? Ou ainda, se houvesse a possiblidade de dar a criança para adoção, para uma família escolhida pela própria mãe, assim como funciona nos EUA?

Enfim, no Brasil existem MILHARES de crianças registradas com o nome da mãe apenas. O pai, ah né, esse pouco importa afinal de contas, ela que engravidou, ela que se vire. O aborto do homem existe gente, chama: abandono! Que tal começarmos a ser menos hipócritas, imagina que demais né não?

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21 coisas que aprendi depois dos 28

Quando a gente chega perto dos 30 o ciclo da vida muda. Simplesmente muda! De uma hora para outra as coisas acontecem, e parece que você finalmente percebe é uma pessoa ‘adulta’. A gente passa a encarar a vida de outro ângulo, as coisas acontecem muito rápido e de certa forma, parece que não dá tempo para se preparar e virar gente grande.

O ano é 2017, e pela primeira vez eu senti um baque, percebi que estou REALMENTE mais perto dos 30 do que dos 20. Parece surreal quando chega, e a verdade é que por um momento eu queria congelar essa fase da vida.

Abaixo minha listinha do que mudou na minha vida nessa fase tão doida e ao mesmo tempo tão boa.

  • Me deparei com MUITOS fios brancos no cabelo (culpa da minha genética).
  • Ao mesmo tempo passei a usar creme no rosto diariamente, porque a pele também não é mais a mesma. 😛
  • Minhas primas mais novas estão grávidas ou já são mamães (e ás vezes rola uma pressão psicológica por eu não ser igual). 
  • Finalmente descobri o que gosto de fazer profissionalmente e principalmente o que eu não gosto.
  • Resolvi fazer um mestrado e estou amando.
  • Me arrependi MUITO de não ter feito mestrado mais cedo. 
  • Meus sonhos com relação a vida profissional mudaram drasticamente e para mudar precisei de coragem.
  •  Fiquei mais atenta com amizades e os amigos que ficaram foram realmente poucos. 
  • Estou aprendendo a ficar calada ao invés de discutir por bobagem. 
  • Aprendi a lidar com dinheiro e fazer melhores investimentos. 
  • Passei a comprar MUITO menos: roupas, sapatos, maquiagens.
  • Consegui compilar meu guarda em apenas UMA arara e algumas gavetas. 
  •  Estou amando garimpar em brechós. 
  • Finalmente decidi fazer exercícios (já tava passando da hora). 
  • Aprendi a não fazer pré julgamentos. Algumas pessoas que a primeira vista parecem detestáveis podem ser incríveis depois que você as conhece. 
  • Comecei a pensar como vai ser minha velhice, e me preparar para isso em todos os sentidos. 
  • A ideia da vida profissional perfeita já não está mais associada com glamour. 
  • Ganhar dinheiro passou a ser mais importante do que trabalhar em algum lugar descolado. 
  • Descobri que definitivamente não sou uma pessoa que gosta de andar em bandos, mas ao mesmo tempo não sou solitária. 
  • Aprendi que ouvir/fazer fofoca sobre os outros não é uma boa NUNCA. 
  • Passei a selecionar TUDO melhor: com que ando, o que ouço, o que leio, o que compro.

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Consumo, logo existo!

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Conversando com minha sogra essa semana caímos no assunto do hiper consumismo. Não que comprar seja ruim, veja bem, mas é que me parece que a gente nem precisa de TANTO assim para viver. Por exemplo, roupas todo mês, sapatos toda semana, uma promoçãozinha aqui, outra liquidação ali e aos poucos acumulamos uma montanha de coisas que não nos servem para nada.

Aí nessa mesma conversa engatei uma reflexão. Questionando um pouco mais a fundo o porque as pessoas consomem mais do que precisam (e aqui eu me refiro na maioria das vezes às mulheres) cheguei a uma hipótese: acho que o hiper consumismo pode ser fruto de uma baixa estima. Isso porque quem muito compra (roupas, maquiagem, acessórios, etc…) quer se sentir bem, e me parece que essas pessoas querem olhar no espelho e dizer: nossa como eu tô linda(o)! Mas na essência se sentem feias, ou inadequadas, por isso compram!

Se eu não me sinto bonita é CLARO que eu vou querer mudar isso certo? Então, o que eu faço? Vou atrás da última moda, de tratamento estético, da nova onda do mundo das makes e de tudo que pode por algum tempo me fazer sentir um pouco mais ‘adequada’. Mas aí fica minha pergunta: será que a gente não deveria se achar linda independente disso tudo?

ps: não acho que a gente deveria perder a vaidade, até porque isso não é saudável, minha reflexão é apenas questionando o valor excessivo que damos a toda a mídia a qual somos expostos diariamente.

Por que estou fazendo mestrado?

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Vamos começar do começo.

Você já parou para pensar que você é um produto? Isso mesmo um produto! E a todo momento somos obrigados a nos ‘vender’. Seja numa conversa informal com possíveis amigos, em uma entrevista de emprego, e até mesmo para ‘conquistar’ um amor.

O problema disso é que querendo ou não, somos rotulados por nós mesmos e posteriormente pelos outros. Até aí tudo bem, mas e se um dia você não quiser mais ser o ‘fulano de tal engenheiro’ e quiser ser ‘o ciclano artista plástico’ ?

Pois é, mudar a cabeça das pessoas com relação a quem você é não é algo que acontece de uma hora para outra, pelo contrário, exige MUITO esforço e empenho. Por muitos anos fui a “Raquel da criação publicitária”, a “guria do design”, “a menina da edição”, e isso ficou de tal forma no imaginário coletivo que nem mesmo uma pós em marketing e um mestrado voltado para a moda tirou essa “aura” da cabeça das maior parte das pessoas.

Enfim, a verdade é que continuo estudando para ser reconhecida por outros méritos e principalmente em outra área que não seja o mercado publicitário. Mas convencer as pessoas no geral, de que tenho conteúdo para ministrar palestras, escrever artigos, dissertar sobre MODA e dar dicas de personal stylist não tem sido uma tarefa fácil, confesso!

Então, ingressar em um mestrado basicamente é minha forma de dizer: Ei, eu não faço apenas arte viu? E só quem já quis trocar de rótulo sabe do que eu estou falando.

 

Coisas que só quem detesta o carnaval entende

Eu sou uma criatura fora da curva, desde que me conheço por gente sempre detestei essa época de carnaval. Sério! Lembro quando não tinha tv fechada e era uma época de muito sofrimento pra mim rsrsrs. Sei que tem muita gente que também não curte, mas falar isso no Brasil é quase um tabu, mas vamos admitir… porque né, qual o problema de preferir ficar relax, de boas e BEM longe das festinhas nesse período?

 

Blocos de carnaval chegam a te dar uma aflição.

Imagina aquela gente suava encostando em você. Não melhor não…

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Ligar a televisão (em canais abertos) NEM PENSAR!

Marchinhas e tudo que tenha a ver com essa época são completamente ignoradas e você só quer mesmo que tudo isso termine.

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Netflix e locadoras em geral são suas melhores amigas.

Porque nada como um bom filme/série para esquecer o que está acontecendo no país.

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Sempre rola uma indignação de ver o povo gastando tempo/dinheiro/energia nisso.

Gente, ler um livro ninguém quer né?

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Enquanto o povo tá lá enchendo a cara, você só quer ficar de boas em casa, de preferência no ar condicionado.

O único motivo pelo qual você curte o carnaval, obviamente é o feriadão.

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Glitter, fantasias… nada vai ser melhor do que o seu pijama 😛

Porque obviamente feriadão é feito para dormir e assistir filmes né.

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Viajar no feriadão não é uma opção!

Porque para todo lugar que você for, vai ter algum bailinho, festinha, bloquinho… Sem falar no trânsito terrível do feriadão de carnaval. Ps: Uma vez quase fiquei na estrada porque faltou gasolina em todos os postos nessa data. Imagine minha alegria.

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Por fim…Você sabe que vai ser chamado de chato/rabugento, mas who cares???

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6 dicas para começar bem a semana

Levantar cedo na segunda-feira e engrenar na rotina da semana sempre foi uma dificuldade para mim. Nunca consegui dormir cedo no domingo e segunda acabo acordando meio de arrasto, por isso criei algumas “soluções” para dar um up no ânimo das segundas e não cair no desanimo.

#1 Beba uma xícara de café

Não sou do tipo que bebe café o dia inteiro, mas uma xícara pela manhã é sempre uma boa ideia. Ps: Na minha humilde opinião vale capuccino, mocaccino, frapuccino… enfim qualquer café ajuda 😉 Aliás, quando o dia está muito quente, eu adoro tomar aquele café gelado da Nescafé, ele vem numa embalagem tipo a do Alpino e Suflair para beber e quase todo posto de gasolina tem.

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#2 Ouça uma banda/cantor que te deixe pra cima

Pra espantar a leseira nada melhor do que música. Mas não pode ser qualquer som, tem que ser um que te deixe animado ou em paz, eu por exemplo curto ouvir Hillsong, Broke Fraser, Katy Perry, Birdy… enfim a lista é gigante rsrsrs.

#3 Não fique de estômago vazio

Um café da manhã reforçado sempre vale a pena. Os médicos são unânimes em dizer que é refeição mais importante do dia, e se você não tem o hábito de comer pela manhã não sabe o que está perdendo! Minha sugestão: um sanduíche, alguma fruta e uma xícara de café.

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#4 Se hidrate!

Você acabou de passar horas a fio sem comer e sem tomar nada. Um copo de água em jejum faz seu corpo despertar e os órgãos começarem a trabalhar. Acho que a importância de beber água nem se discute né?! E se você não tem o hábito, tente aos pouquinhos. Coloque uma garrafinha de água do lado e beba uns goles de hora em hora.

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#5 Tome um booom banho!

Nada como um belo banho para renovar as energias. Não sei vocês, mas antes de uma chuveirada eu costumo ficar bem sonolenta e parece que o dia ainda nem começou.

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#6 converse/abrace/beije seus familiares 

Se você mora com seus pais, com o marido, com o cachorrinho… tanto faz! Não tem nada melhor que começar uma semana dando e recebendo carinho de quem a gente ama. E pra quem mora solito, um bom dia/eu te amo pelo whats já serve 😉

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Fatos sobre a vida de casada (que ninguém costuma comentar)

Ontem estive pensando um pouco sobre a imagem vendida para as moças solteiras, colocando nelas uma certa urgência pelo casamento. Sou casada há um ano e meio e estou MUITO feliz com essa escolha, mas me dei conta que a maior parte das pessoas não fala do casamento de forma nua e crua! Por anos você só ouve coisas do tipo: E aí cadê o namorado? E você, não vai casar não?? Não seja tão exigente! Entre outros jargões desagradáveis que todo mundo conhece.

No meio dessa muvuca acabamos vendo moças desesperadas por um relacionamento e muitas vezes aturando caras nada legais por medo de ficarem sozinhas (triste né?), tudo em nome de um status de relacionamento.

Mas a real é o seguinte: ninguém te conta como REALMENTE é estar casada! Então, se você quer saber alguns fatos meio curiosos sobre a vida a dois, me acompanha aqui que eu conto tudo.

As pessoas começam imediatamente a cobrar quando vocês terão filhos.

Faz um mês que você está casada e o povo já está pensando em te reproduzir… Sim, isso acontece e MUITO! Afinal, depois da pressão para que você namore e case, há a pressão para que você também seja mãe. Tudo bem que algumas colegas suas já estão no terceiro filho, mas cada um tem seu tempo…

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Você e ele vão (ou pelo menos deveriam) continuar tendo amizades.

Mesmo que você e seu marido sejam muito, MUUUITO amigos, tem certos momentos que você sentirá falta de conversar com uma amiga. Então, mesmo que você não seja mais solteira, valorize suas amizades! Elas são bem importantes.

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O círculo de amizades diminui, mas tem mais qualidade.

Isso acontece naturalmente, não só pelo status de casada, mas pela própria idade. As preocupações mudam, os assuntos mudam… e as amizades mudam junto.

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Você começa a curtir mais um rolê pela Leroy Merlyn do que no shopping.

Decorar a casa passa a ser muiiito mais legal do que ver roupas e sapatos 😛

 

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Ver filme no sofá passa a ser mais legal do que ir ao cinema.

Nada substitui o conforto da sua casa e do seu sofá depois de um dia super cansativo. Aliás, não tem nada melhor do que assistir um filme abraçada com o maridão no seu pijama.

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Finalmente, você percebe que está parecendo a sua mãe.

Essa é uma das mágicas que aconteceram comigo depois que me casei. Passei a agir muito parecido com minha mãe, sem nem mesmo perceber. Aliás, passei a entender a minha mãe REALMENTE, depois que se casei.

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Sei que conselho bom deveria ser vendido em não dado, mas se eu pudesse dar um conselho para as moças solteiras seria: não se desespere, não fique com alguém por medo, pressão, ou carência. Assuma um relacionamento com quem você ama de verdade e quando estiver preparada. Aí sim, vai valer e MUITO a pena e você vai ser mito feliz!