Sociedade da informação x Sociedade industrial

Levei exatos 4 anos para digerir o que estou falando nesse post, exatos 4 anos para conseguir falar o que eu vou falar aqui.

Durante a aula do prof. Marcos Santuário entramos no assunto de home office, e acabamos comentando o quando as indústrias (mais especificamente do calçado no Vale dos Sinos) não estão preparadas para esse novo estilo de organização. Teoricamente nós já passamos da fase industrial, e entramos na sociedade da informação. Isso quer dizer que as empresas estariam se flexibilizando, e alguns cargos não necessitam mais da presença do funcionário por 8h diárias na empresa. Não precisamos mais de um controle por parte dos superiores para produzir, não temos mais a necessidade se sermos assistidos para produzir, porque nossa sociedade já aprendeu a produzir SEM baby siter, e fim das contas, o que importa são os resultados. Fato é: esse é um modelo que tem funcionado, em muitos lugares e em muitas empresas (vide as start ups), mas continua carregado de pré-conceitos. Enfim, apesar de algumas críticas pesadas quanto a essa flexibilidade toda, vamos aos fatos: no sul do Brasil (e em MUITAS cidades pequenas) isso ainda não acontece.

Eu vivenciei na pele a indústria. Vivenciei por mais de um ano esse mundo paralelo que ao meu ver, parece ter parado no tempo. Para ser mais precisa nos anos 80.

Mas por que as indústrias pararam no tempo? Por que ainda se tem essa mentalidade derivada do período da escravatura nos ambientes das indústrias brasileiras, especialmente pequenas cidades? Quantas vezes teremos que ver pessoas ‘matando o tempo’ nas empresas, esperando seus horários de irem para casa, segregação entre funcionários e gerentes/donos, e mais…será que esse realmente é o único e MELHOR modelo?

Não tenho a utopia de que o trabalho em horários flexíveis e em home office é um mar de rosas, até porque trabalho em home office há 4 anos e sei muito bem dos seus cavacos. Acho inclusive, que devemos SIM ter um horário determinado para trabalhar, porém o que me instiga é: será que a gente precisa estar em um modelo tão inflexível?

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Enfim, talvez seja o momento desse sistema industrial se adaptar, sofrer uma ruptura e aceitar a mudança. Obviamente isso vai demorar anos, e a mentalidade inflexível vai continuar persistindo por um bom tempo (eu acho). Mas fica aqui meu desabafo como forma de reflexão.

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Não sei se vocês já tiveram a oportunidade der ler os gibis do Gilbert, e sinceramente, antes de trabalhar na indústria, eu não tinha noção do que aqueles quadrinhos queriam dizer. Mas hoje, parando para pensar, a realidade que o gibi trás me choca!

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Consumo, logo existo!

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Conversando com minha sogra essa semana caímos no assunto do hiper consumismo. Não que comprar seja ruim, veja bem, mas é que me parece que a gente nem precisa de TANTO assim para viver. Por exemplo, roupas todo mês, sapatos toda semana, uma promoçãozinha aqui, outra liquidação ali e aos poucos acumulamos uma montanha de coisas que não nos servem para nada.

Aí nessa mesma conversa engatei uma reflexão. Questionando um pouco mais a fundo o porque as pessoas consomem mais do que precisam (e aqui eu me refiro na maioria das vezes às mulheres) cheguei a uma hipótese: acho que o hiper consumismo pode ser fruto de uma baixa estima. Isso porque quem muito compra (roupas, maquiagem, acessórios, etc…) quer se sentir bem, e me parece que essas pessoas querem olhar no espelho e dizer: nossa como eu tô linda(o)! Mas na essência se sentem feias, ou inadequadas, por isso compram!

Se eu não me sinto bonita é CLARO que eu vou querer mudar isso certo? Então, o que eu faço? Vou atrás da última moda, de tratamento estético, da nova onda do mundo das makes e de tudo que pode por algum tempo me fazer sentir um pouco mais ‘adequada’. Mas aí fica minha pergunta: será que a gente não deveria se achar linda independente disso tudo?

ps: não acho que a gente deveria perder a vaidade, até porque isso não é saudável, minha reflexão é apenas questionando o valor excessivo que damos a toda a mídia a qual somos expostos diariamente.

Por que estou fazendo mestrado?

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Vamos começar do começo.

Você já parou para pensar que você é um produto? Isso mesmo um produto! E a todo momento somos obrigados a nos ‘vender’. Seja numa conversa informal com possíveis amigos, em uma entrevista de emprego, e até mesmo para ‘conquistar’ um amor.

O problema disso é que querendo ou não, somos rotulados por nós mesmos e posteriormente pelos outros. Até aí tudo bem, mas e se um dia você não quiser mais ser o ‘fulano de tal engenheiro’ e quiser ser ‘o ciclano artista plástico’ ?

Pois é, mudar a cabeça das pessoas com relação a quem você é não é algo que acontece de uma hora para outra, pelo contrário, exige MUITO esforço e empenho. Por muitos anos fui a “Raquel da criação publicitária”, a “guria do design”, “a menina da edição”, e isso ficou de tal forma no imaginário coletivo que nem mesmo uma pós em marketing e um mestrado voltado para a moda tirou essa “aura” da cabeça das maior parte das pessoas.

Enfim, a verdade é que continuo estudando para ser reconhecida por outros méritos e principalmente em outra área que não seja o mercado publicitário. Mas convencer as pessoas no geral, de que tenho conteúdo para ministrar palestras, escrever artigos, dissertar sobre MODA e dar dicas de personal stylist não tem sido uma tarefa fácil, confesso!

Então, ingressar em um mestrado basicamente é minha forma de dizer: Ei, eu não faço apenas arte viu? E só quem já quis trocar de rótulo sabe do que eu estou falando.

 

Conselho de amiga. Sobre faculdade e realização profissional.

Eu sei que se conselho fosse bom seria vendido e não dado. Mas me sinto na obrigação de dar um conselho para todo(a)s que estão nessa fase de cursar graduação. Acho que estou fazendo isso porque sinceramente eu precisei, mas não tive quem me dissesse (ou talvez os que tentaram foram categoricamente ignorados, vai saber…). Então aí vai:

Em primeiro lugar: Aproveite seus professores! Sabe aquela aula super conceitual/filosófica, e que você acha uma chatice? Pois é…ela é muito importante! Provavelmente esse seu professor tem MUITO conhecimento e você como aluno vai perder horrores se recusando a absorver isso, na pior das hipóteses, pense que está perdendo dinheiro se não aproveitar.

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Em segundo lugar: Trate de se conhecer. A gente entra na faculdade bem imaturo, pelo menos esse foi meu caso, e o fato de não ter tanto autoconhecimento acabou atrasando minha vida alguns anos. Saber se você tem um perfil empreendedor, corporativo ou acadêmico vai te ajudar e muito a encontrar a área certa onde atuar, de quebra te poupa de algumas frustrações.

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Em terceiro (e último) lugar: Seja humilde. Não importa quanto você já tenha estudado, lido, corrido atrás, enfim… Mesmo as pessoas com pós-doc ainda tem muito a aprender. A faculdade é um ambiente super bacana pra aproveitar e adquirir novos conhecimentos. Participar de projetos, pesquisas, trabalhos voluntários, palestras gratuitas, etc ajuda absorver conhecimento e te faz ir mais longe (no mínimo você vai descobrir o que não quer fazer da vida) #ficadica.

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Isso aí, pessoal 😉

Um abraço!

 

Sobre o consumo (quase) consciente e como começar

Uma das coisas que mais me chamou atenção ao ler as reflexões do filósofo Lipovetsky, foi o fato do autor afirmar que não consumimos mais por necessidade de prestígio social, mas pela nossa própria auto-satisfação. Isso mesmo. Não estamos mais tão preocupados (ao que me parece) em nos diferenciarmos socialmente dos outros tendo roupas de grifes e sapatos caros, estamos comprando pelo simples fato de que isso nos dá felicidade (momentânea é importante enfatizar).

Confesso que nunca tinha parado para analisar com cuidado esse tipo de comportamento, mas o fato é que, observando atentamente, até mesmo os movimentos de slow fashion e moda consciente, dão ao consumidor esse sentimento de auto-realização.

Refletindo sobre o assunto, acabei formando uma hipótese: penso que talvez, até mesmo aquela pessoa que é super adepta ao movimento de consumo consciente, e entrou na onda dos brechós, tem a necessidade de consumir para se auto-satisfazer. Claro que isso é feito com mais atenção, mas apenas o fato de estar comprando roupas de segunda mão, já dá ao consumidor um sentimento de: “ei, é ok você comprar mais do que precisa aqui, afinal de contas, é um brechó”.

Fomos nascidos e criados pensando que comprar é um ato de “felicidade” e isso está tão intrínseco a nossa mentalidade que sinceramente, acho que não vamos nos desvencilhar disso; pelo menos não nessa geração. Porém, na minha humilde opinião, já avançamos e muito. Aliás, creio que voltar a mentalidade medieval de consumo seria um grande erro para humanidade. Porém, é inegável a necessidade de uma atenção maior no momento de consumir, afinal de contas, tudo que compramos gera um impacto tanto ambiental quanto social, e a única maneira de revertermos essa situação é mudando a maneira de pensarmos o “consumo de moda”.

Ok, mas qual seria o primeiro passo para mudar o comportamento de consumo com relação a moda? Bom, para quem quer começar a praticar o consumo de moda consciente, meu primeiro conselho é: compre peças-chave de boa qualidade. Itens básicos duram anos no armário, são atemporais e são a base para um bom guarda-roupas. Com esses itens você cria um armário super estiloso, versátil e com inúmeras possibilidades de combinação. Confira as dicas:

1- Calça jeans de lavagem básica e corte simples.

Se for de cintura alta, melhor ainda pois alonga a silhueta.

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2- Blazer preto.

Temporada vai, temporada vem e ele segue firme e forte. Para dar um ar bem ‘fashionista’ é só dar uma arregaçada nas mangas.

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3- Casaco de couro preto ou caramelo. 

Porque deixa qualquer look muito mais estiloso apenas…

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4- Um óculos de sol (que combine com tudo).

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5- Casaco jeans. 

Vai super bem com saia, calça pantalona, skinny… E não sai de moda nunca 😉

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6- Camisa branca.

A rainha da produção básica. Muita gente pensa que dá um ar muito ‘sério’, porém se mesclada com uma boa calça jeans não tem erro!

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7- Uncle bottie

Já que estamos entrando no inverno, achei essa dica super válida. Unkle botties são peças base e que nunca caem de moda. Além de tudo combinam com quase todas as produções pensáveis 😉 #ficadica.

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Erros e acertos: O que vai bombar e o que já era nessa temporada de moda

A moda é uma coisa cíclica, e isso já é uma coisa lógica. Os anos passam e naturalmente as tendências mudam. Não existe uma regra exata sobre quando quando algo vai sair de moda, e obviamente a gente tem que usar o que gosta. Porém é inevitável que esse ciclo continue girando e coisas que já foram super legais (às vezes a bem pouco tempo), saem dando lugar a outras tendências. Confira aqui o que rola nessa temporada:

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Coisas que só quem detesta o carnaval entende

Eu sou uma criatura fora da curva, desde que me conheço por gente sempre detestei essa época de carnaval. Sério! Lembro quando não tinha tv fechada e era uma época de muito sofrimento pra mim rsrsrs. Sei que tem muita gente que também não curte, mas falar isso no Brasil é quase um tabu, mas vamos admitir… porque né, qual o problema de preferir ficar relax, de boas e BEM longe das festinhas nesse período?

 

Blocos de carnaval chegam a te dar uma aflição.

Imagina aquela gente suava encostando em você. Não melhor não…

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Ligar a televisão (em canais abertos) NEM PENSAR!

Marchinhas e tudo que tenha a ver com essa época são completamente ignoradas e você só quer mesmo que tudo isso termine.

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Netflix e locadoras em geral são suas melhores amigas.

Porque nada como um bom filme/série para esquecer o que está acontecendo no país.

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Sempre rola uma indignação de ver o povo gastando tempo/dinheiro/energia nisso.

Gente, ler um livro ninguém quer né?

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Enquanto o povo tá lá enchendo a cara, você só quer ficar de boas em casa, de preferência no ar condicionado.

O único motivo pelo qual você curte o carnaval, obviamente é o feriadão.

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Glitter, fantasias… nada vai ser melhor do que o seu pijama 😛

Porque obviamente feriadão é feito para dormir e assistir filmes né.

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Viajar no feriadão não é uma opção!

Porque para todo lugar que você for, vai ter algum bailinho, festinha, bloquinho… Sem falar no trânsito terrível do feriadão de carnaval. Ps: Uma vez quase fiquei na estrada porque faltou gasolina em todos os postos nessa data. Imagine minha alegria.

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Por fim…Você sabe que vai ser chamado de chato/rabugento, mas who cares???

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